Enredo
Após tomar conhecimento, pelo rádio, de que atos de vandalismo estão sendo cometidos em um cemitério no Texas, Sally Hardesty ( Marilyn Burns ) e seu irmão paraplégico Franklin ( Paul A. Partain ) decidem ir até o local para se certificarem de que o túmulo do avô não foi violado. Os irmãos, que viajam numa van, são acompanhados pelo namorado de Sally, Jerry ( Allen Danziger ), e pelo casal Kirk ( William Vail ) e Pam ( Teri McMinn ). Depois de verificarem que a tumba está intacta, eles param em um posto de gasolina, porém descobrem que não há combustível. Os jovens decidem seguir até à antiga casa dos Hardesty, mas são parados por um caroneiro ( Edwin Neal ), que fere Franklin com uma navalha e se corta a si mesmo, sendo imediatamente expulso da van. [ 16 ]
O grupo de amigos em torno do qual gira a trama do enredo.
Chegando à fazenda dos Hardesty, os jovens começam a examinar o lugar. Enquanto Kirk e Pam procuram um lugar para nadar, escutam um gerador de energia em uma casa nas proximidades. O rapaz entra na casa para pedir combustível, mas é atacado com um martelo por um homem, Leatherface ( Gunnar Hansen ), que arrasta seu corpo para dentro de uma sala secreta e fecha a porta. Pam, em busca de seu namorado, entra na residência e descobre numerosos ossos e galinhas presos a uma gaiola, começa a vomitar e foge. Leatherface a captura e a pendura num gancho de carne; em seguida, liga a motosserra e corta Kirk. Sally, Franklin e Jerry começam a se preocupar com a ausência do casal, e então este último sai à procura do casal. Depois de alguns minutos, ele encontra Pam dentro de uma câmara frigorífica. Leatherface aparece com uma marreta e o acerta na cabeça, matando-o. Leatherface coloca o corpo da moça de volta na câmara e começa a se sentir atormentado pelo fato de estarem invadindo sua casa. [ 17 ]
Ao anoitecer, Sally e Franklin decidem descansar. Pela madrugada, ambos saem à procura de Jerry, Kirk e Pam na floresta. Logo após ouvirem barulhos, Leatherface ataca Franklin com a motosserra e o mata. Sally escapa pela floresta, entra na casa de Leatherface e encontra um casal de idosos, os quais na verdade são apenas esqueletos. Leatherface destroça a porta por intermédio do instrumento e a jovem salta para fora da janela e foge em direção ao posto de gasolina, onde pede ajuda ao proprietário ( Jim Siedow ). Depois de tentar acalmá-la, o homem traz um saco e uma corda de sua caminhonete. Sally então percebe que ele está mancomunado com o assassino e tenta fugir, mas é capturada e levada para a casa onde seus amigos foram mortos. No local, ela descobre que tanto o proprietário do posto de gasolina quanto o caroneiro são irmãos de Leatherface. A jovem é amarrada a uma cadeira, e o avô ( John Dugan ), que pratica canibalismo , tenta assassiná-la com um martelo, mas falha várias vezes por conta do definhamento. [ 16 ]
Quando os membros da família começam a discutir, Sally se liberta e escapa pulando de uma janela. Os dois irmãos (Leatherface e o caroneiro) tentam alcançá-la; contudo, chegam em uma estrada, onde aparece um caminhão que atropela o caroneiro. O motorista desce para ajudar a moça, mas Leatherface os persegue com sua motosserra. Em seguida, aparece uma caminhonete, Sally monta na carroceria do veículo e escapa, ao passo que Leatherface, furioso, dança maniacamente girando a motosserra no ar. [ 16 ]
Elenco e personagens
Parte do elenco reunido durante evento realizado em Indianapolis (2012), da esquerda para a direita: Marilyn Burns , Teri McMinn , William Vail , Edwin Neal , John Dugan , Ed Guinn e Allen Danziger .
O filme apresentou nove personagens principais e contou com a narração de John Larroquette .
Marilyn Burns interpretou a protagonista Sally Hardesty, que, junto a seu irmão paraplégico, o namorado e mais dois amigos, dirige-se a um cemitério no Texas para verificar a possível violação do túmulo de seu avô, mas acaba vivendo um verdadeiro inferno nas mãos de Leatherface e sua família.
Teri McMinn interpretou Pam, namorada de Kirk.
Paul A. Partain interpretou Franklin Hardesty, o irmão inválido de Sally e, como descreve Rob Gonsalves, "um pouco difícil de lidar". O crítico de cinema comenta ainda que "Hooper e Henkel se recusaram a fazê-lo melhor do que o resto de nós só por ele estar em uma cadeira de rodas. A deficiência de Franklin transformou-o num sujeitinho reclamador e desagradável, ou talvez ele fosse assim mesmo se usasse as pernas". [ 18 ]
Allen Danziger interpretou Jerry, o namorado de Sally, que, ao procurar os amigos Pam e Kirk, acaba encontrando Leatherface na cozinha da casa dos Sawyer.
William Vail interpretou Kirk, namorado de Pam e amigo de Sally e Franklin.
Jim Siedow interpretou Drayton Sawyer, o irmão mais velho de Leatherface, embora algumas resenhas refiram-se ao mesmo como o pai do vilão. [ 18 ] O nome desse personagem foi mencionado apenas no segundo filme da franquia, no primeiro, ele é apenas chamado de "Old Man" ("O Velho"). [ 19 ]
Edwin Neal interpretou The Hitchhiker ("O Caroneiro"), irmão de Leatherface. Neal retrata-o como um assassino canibal mentalmente instável e ladrão de túmulos que vive com sua família igualmente depravada nas estradas do Texas, capturando, torturando e banqueteando-se com os viajantes incautos. Embora sádico e violento, é geralmente um dos personagens menos ameaçadores do filme, não sendo muito inteligente, e se comporta de forma irregular. [ 19 ]
Gunnar Hansen interpretou Leatherface. [ 20 ]
John Dugan interpretou Grandpa ("Vovô"), o patriarca da família Sawyer, um ex-açougueiro centenário que no passado foi um grande assassino em série. É mantido vivo bebendo o sangue das vítimas abatidas por sua família.
Também são creditados os seguintes atores, que realizaram participações menores: Robert Courtin (homem que lava as janelas da van em que viajam os jovens); William Creamer (sujeito barbudo que aparece no início do filme); John Henry Faulk (contador de histórias); Jerry Green ( cowboy que guia Sally pelo cemitério); Ed Guinn (motorista de caminhão que tenta socorrer Sally durante a perseguição de Leatherface à jovem); Joe Bill Hogan (bêbado que aparece discursando no início do filme); e Perry Lorenz (motorista da caminhonete que socorre Sally no final). [ 21 ]
Concepção e desenvolvimento
{{citar web |url=http://www.texasmonthly.com/2004-11-01/feature6.php |título=They Came. They Sawed. |acessodata=26 de agosto de 2009 |autor=Bloom, John |data=1 de novembro de 2004 |publicado=Texas Monthly |língua=inglês |arquivourl=https://web.archive.org/web/20121002001713/http://www.texasmonthly.com/2004-11-01/feature6.php |arquivodata=2012-10-02 |urlmorta=no }}</ref>{{nota de rodapé|Livre tradução para: \"''I definitely studied Gein (...) but I also noticed a murder case in Houston at the time, a serial murderer you probably remember named Elmer Wayne Henley. He was a young man who recruited victims for an older homosexual man. I saw some news report where Elmer Wayne (...) said, \"I did these crimes, and I'm gonna stand up and take it like a man.\" Well, that struck me as interesting, that he had this conventional morality at that point. He wanted it known that, now that he was caught, he would do the right thing. So this kind of moral schizophrenia is something I tried to build into the characters.''\"}}"}},"i":0}}]}' id="mwzA">
De fato eu estudei Gein [...] mas também atentei a um caso de assassinato em Houston na época, um assassino em série que você provavelmente lembra chamado Elmer Wayne Henley . Ele era um jovem que recrutava vítimas para um homem homossexual mais velho . Eu vi algumas reportagens em que Elmer Wayne [...] dizia: 'Eu cometi esses crimes, e vou, como um homem, enfrentá-los.' Bem, isso me pareceu interessante, ele ter essa moralidade convencional naquele momento. Ele queria deixar claro que, agora que foi capturado, faria a coisa certa. Então, esse tipo de esquizofrenia moral é algo que eu tentei incluir nos personagens."
Kim Henkel, 2004. [ 22 ] [ nota 3 ]
O conceito de The Texas Chain Saw Massacre surgiu no início da década de 1970, enquanto Tobe Hooper trabalhava como assistente de diretor na Universidade do Texas em Austin e como cinegrafista de documentários. [ 23 ] Ele já havia desenvolvido uma história envolvendo elementos de isolamento, floresta e escuridão. [ 24 ] O diretor apontou que a cobertura da mídia com relação aos atos de violência em andamento na época na cidade texana de San Antonio serviu de inspiração para o roteiro [ 25 ] e alguns elementos do enredo tiveram como base os crimes cometidos pelo assassino em série Ed Gein em Wisconsin na década de 1950. Gein inspirou outros filmes de terror como Psycho (1960), de Alfred Hitchcock , e The Silence of the Lambs (1991), de Jonathan Demme . [ 26 ] [ 27 ] [ 28 ] Durante o desenvolvimento, Hooper usou os títulos de produção Headcheese e Leatherface . [ 29 ] [ 30 ]
Hooper mencionou as mudanças no panorama cultural e político como influências centrais sobre o filme. A falsa informação intencional de que o "filme que você está prestes a ver é verdadeiro" foi uma resposta a "ser enganado pelo governo sobre as coisas que estavam acontecendo em todo o mundo", incluindo o caso Watergate , a crise do petróleo de 1973 e "os massacres e atrocidades na Guerra do Vietnã ". [ 25 ] A "falta de sentimentos e a brutalidade das coisas" que o diretor notava enquanto assistia aos noticiários locais, cuja cobertura da violência foi sintetizada na expressão "mostrando cérebro espalhado por toda a estrada", levou-o a crer que "aqui o verdadeiro monstro era o homem, apenas usando uma cara diferente, então coloquei uma máscara literal no monstro do meu filme". [ 31 ] O cineasta teve a ideia de usar uma motosserra como arma do crime enquanto estava em uma loja lotada de pessoas e ficava imaginando como passar mais rápido pela multidão. [ 26 ] Ele e o roteirista Kim Henkel escreveram o roteiro em aproximadamente três semanas. [ 32 ]
Hooper e Henkel criaram uma empresa chamada Vortex, Inc., da qual Henkel tornou-se o presidente, e Hooper, vice-presidente. [ 33 ] Eles pediram financiamento a Bill Parsley, um amigo de Hooper. Parsley fundou uma empresa chamada MAB, Inc. através da qual ele investiu 60 mil dólares na produção do filme. Em troca, a MAB ficaria com 50 por cento do filme e seus lucros. [ 34 ] O gerente de produção Ron Bozman comunicou à parte do elenco e da equipe que estes receberiam apenas uma parte de seus salários até que o filme fosse vendido a um distribuidor. Para deixar a ideia mais atraente, a Vortex atribuiu-lhes uma parte de seus lucros potenciais, entre 0,25 a 6% por pessoa. O elenco e a equipe não foram informados de que a Vortex possuía apenas metade do filme, o que significava que os percentuais assinados valiam a metade do valor estimado. [ 33 ]
Seleção do elenco
A maior parte dos atores contratados para o filme não tinha experiência anterior com cinema. [ 35 ] O elenco consistia principalmente de texanos cuja única experiência eram papéis em comerciais, televisão ou teatro, enquanto Allen Danziger e Jim Siedow eram conhecidos de Hooper. O trabalho deu a alguns deles a oportunidades de participar em várias outras produções da indústria cinematográfica. O papel principal ficou por conta de Marilyn Burns , que já havia realizado algumas peças teatrais e integrado o conselho de comissão de filmes da Universidade do Texas em Austin . [ 36 ] No momento em que Teri McMinn foi convocada, ela era estudante e trabalhava com várias companhias de teatro, incluindo a Dallas Theater Center. A sua descoberta se deu quando Henkel viu uma fotografia sua no periódico local Austin American-Statesman , e a contatou para uma audição. Ele lhe pediu que usasse calções curtos, fazendo de seu figurino o mais confortável de todos dentre seus colegas de elenco. [ 36 ] Para seu papel, Edwin Neal estudou e baseou-se no comportamento de seu sobrinho esquizofrênico . [ 37 ]
Gunnar Hansen, intérprete de Leatherface.
Em 1973, aos 26 anos, Gunnar Hansen estava conversando com um amigo no instante em que um conhecido seu juntou-se ao diálogo e lhe disse que havia uma produção cinematográfica na cidade, que iriam rodar um filme de terror, e que Hansen seria perfeito para o papel do vilão, apesar de que este já havia sido preenchido — o que fez com que o ator o esquecesse, mas não antes de ter contatado o diretor de elenco, que a princípio nada lhe revelou sobre a personagem, disse apenas que se tratava de um filme de terror. Cerca de uma semana depois, Hansen encontrou o conhecido novamente, o qual lhe disse que o ator escalado para o papel estava bêbado em um motel e não saía do local para uma reunião marcada com a produção, fazendo com que o cineasta desistisse dele e procurasse por um novo ator. [ 38 ] Hansen comunicou-se novamente com a equipe, a qual lhe pediu que esperasse por um retorno. Dois dias depois, ele foi chamado para uma conversa com Hooper e Henkel, os quais tiveram longas reuniões, nas quais discutiram sobre Leatherface e a relação da personagem com a estranha família de canibais da qual fazia parte. O ator conseguiu passar nos testes. [ 39 ]
O que em si impressionaram o diretor e o co-roteirista foram sua capacidade de atuação e, principalmente, seu porte físico, que possuía 1,93 m de altura. [ 40 ] [ 41 ] Sua decisão por atuar no filme deu-se por "razões simples": ele nunca tinha trabalhado em um longa de verdade e pensou que atuar em filmes de terror seria uma experiência interessante, além de também aprender um pouco sobre como essas produções são feitas. Para si seria um "trabalho de verão muito melhor do que cuidar de um bar" e nunca imaginou que ele se tornaria "algo mais do que simples imagens desagradáveis de terror". [ 42 ] O diretor permitiu que ele desenvolvesse sua personagem livremente. Hansen então decidiu que Leatherface seria um deficiente mental que sequer teria aprendido a falar. Assim, em preparação para o papel, visitou uma instituição escolar para pessoas com necessidades especiais e observou como os alunos se moviam e falavam, a fim de transmitir a personalidade do vilão da forma mais realista possível. [ 26 ] O ator procurou manter um relacionamento distante com o resto do elenco, pois o Hooper queria que os atores ficassem realmente com medo durante as cenas. [ 43 ]
Fazia em torno de 35 a 38 graus de calor nas filmagens durante o dia. Eles não lavavam minhas roupas porque temiam que estragasse, ou mudasse de cor. Não havia dinheiro nem para um segundo traje. Então eu tive que usar a máscara de 12 a 16 horas por dia, sete dias por semana, durante um mês.
— Hansen a comentar sobre as filmagens em uma entrevista. [ 26 ] [ nota 4 ]
Filmagens
A casa usada no filme ficava em uma fazenda nos arredores de Round Rock (Texas). Em 1998, foi transferida para Kingsland e modificada em um restaurante. [ 44 ]
O filme foi rodado nas cidades de Austin , Round Rock e Bastrop , no estado do Texas. As gravações duraram cerca de quatro semanas, a partir de 15 de julho a 14 de agosto 1973. Tanto os atores como a equipe de filmagem consideravam duras as condições do local, visto que, além de tudo, a temperatura era alta durante os registros, chegando a 36 °C em 26 de julho; a menor temperatura registrada foi de 28,3 °C em 31 de março. As janelas da casa estavam cobertas durante as filmagens, devido às cenas ambientadas à noite. [ 45 ]
Por causa de seu baixo orçamento, os efeitos especiais do filme eram simples e limitados, [ 46 ] e a equipe de filmagem teve que trabalhar sete dias por semana, de doze a dezesseis horas por dia, além de lidar com alta umidade. Muitas das cenas foram feitas em uma fazenda decorada com móveis feitos de ossos animais, que foram cobertos com látex para dar uma aparência de pele humana. [ 47 ] Para completar a cena, o diretor de arte Robert A. Burns visitou vários lugares em busca de ossos e animais em decomposição, usados para cobrir o chão da casa, [ 47 ] a qual corresponde a uma fazenda localizada em Quick Hill Road, perto da cidade de Round Rock. Em 1998, a casa foi transferida para Kingsland e transformada em um restaurante. [ 44 ] O ponto das gravações em Austin estava situado em uma estrada de pouco acesso, longe da civilização. Antes que as cenas ali fossem fotografadas, o xerife local já tinha sido avisado, de modo que não ficasse muito preocupado caso recebesse alguma denúncia. Ele, contudo, apenas chateou-se quando a produção bloqueou a via por um dia para que ali fosse filmada uma cena. [ 38 ]
Houve dificuldades durante as filmagens na cena em que Leatherface ataca Kirk com a motosserra. Hansen alertou o ator William Vail que se mantivesse quieto, pois ele não sabia lidar com a ferramenta com muita precisão. No momento da gravação, a serra passou a poucos centímetros do rosto de Vail. [ 48 ] Posteriormente, o mesmo se sucedeu ao próprio Hansen que, enquanto corria pela floresta segurando o instrumento ligado, caiu e a ferramenta passou muito próximo de sua cabeça. [ 45 ] A motosserra utilizada foi uma Poulan 245A, a qual os produtores tiveram que cobrir a parte que continha o nome da marca com um pedaço de fita preta de modo a evitar possíveis problemas legais. [ 49 ] A atriz Teri McMinn teve que ser suspensa por um cordão de náilon , que ficava entre suas pernas, para a parte em que sua personagem é pendurada em um gancho de carne, o que lhe causou muita dor. [ 50 ]
Teri McMinn durante as filmagens do filme.
Para a sequência em que Sally é amarrada a uma cadeira, levou-se cerca de 26 horas para registrá-la, dado que o elenco já estava desgastado tanto fisicamente como psicologicamente por consequência da intensidade nela contida. A equipe estava com uma imensa dificuldade em produzir sangue falso, isso fez com que Burns cortasse o seu dedo com uma navalha para "alimentar" o avô. [ 51 ] Ela declarou o quão horrível isso lhe foi, porque estava apavorada, e, apenas pelo fato de ter sido amarrada a uma cadeira e aqueles homens terem estado constantemente em torno dela, achou a situação muito insuportável. Por sua vez, Hansen a designou como a cena mais intensa do filme: "acho que todos nós estávamos um pouco insanos até então". [ 52 ] Em algumas tomadas da passagem foi usado um martelo cenográfico, mas na maior parte delas usou-se um martelo real; no entanto, o ator que interpretava o avô mirava no chão e não na cabeça da atriz, que também foi impetuosamente golpeada com um cabo de vassoura por oito tomadas contínuas, depois forçada a se esparramar pelo chão dezessete vezes. [ 45 ] [ 53 ] Para o salto que ela dá pela janela, usou-se uma dublê , o que, contudo, não evitou que a atriz machucasse seu joelho, uma vez que ela se atirou no chão para mostrar sua queda. [ 50 ] Seu figurino ficou tão encharcado de sangue, agora cenográfico, que estava "praticamente sólido" no último dia de filmagem. [ 54 ] O close de Leatherface ferindo sua perna com a motosserra foi a última tomada a ser rodada; o ator estava usando uma placa de metal sobre o membro, que foi coberta com um pedaço de carne e uma bolsa de sangue. [ 50 ] Dada a tensão das gravações, os atores e a equipe comeram brownies com cannabis na última noite de filmagem. Hansen, que nunca antes havia experimentado a droga, lutava contra a tontura para registrar uma cena em que ele passa pela porta da frente com a motosserra ligada. [ 49 ]
Dessa forma, as filmagens foram um tanto perigosas e Hooper percebeu na festa de encerramento da produção que todos os membros do elenco estavam com algum tipo de lesão corporal. O diretor afirmou que "todo mundo me odiava até o fim da produção" e que "levou anos para superarem isso". [ 53 ] [ 55 ]
Fotografia
No que concerne à cinematografia , Hooper estava com dúvida acerca de qual profissional contrataria. Certo dia, enquanto visitava um laboratório de cinema, ele conheceu o diretor de fotografia Daniel Pearl — que tinha 23 anos à época, e recentemente havia terminado seu mestrado na Universidade do Texas em Austin. Após terem trocado informações e o fotógrafo ter-lhe instruído sobre como usar filtros fotográficos , o cineasta, que queria um texano para o cargo, interessou-se por Pearl e, por volta de seis meses depois, o convidou para trabalhar no filme; proposta que foi prontamente aceita. [ 56 ] Todavia, como houve um atraso para se iniciar as filmagens, Pearl preocupou-se e imaginou que Hooper lhe trocaria por nomes como Laszlo Kovacs ou Vilmos Zsigmond . Então, ele ligou para o cineasta com intuito de saber se o projeto estava de pé e quando começaria, e foi-lhe informado que a produção, que tinha apenas setenta mil dólares, iniciar-se-ia assim que se conseguisse outros dez mil. Pearl imediatamente telefonou para um amigo que provinha de uma família rica e ofereceu-lhe a oportunidade de investir na película, o qual, após ter lido o roteiro, aceitou a oferta. Por tê-lo feito, o diretor de fotografia recebeu quatro por cento da arrecadação total da obra, dos quais distribuiu uma pequena parte entre os membros de sua equipe — os quais majoritariamente foram seus alunos durante o tempo que ele fazia seu estágio ou quando serviu de assistente a professores. Pearl inspirou-se no trabalho de Russell Lee . [ 56 ]
O diretor de fotografia Daniel Pearl, ao lado da equipe de produção e atores, registrando a cena do jantar.
O filme foi predominantemente rodado com um único tipo de câmera, a câmera de mão Eclair NPR 16 mm , e a película com que as cenas foram filmadas exigia uma luz quatro vezes mais potente que a normal. [ 45 ] [ 57 ] Inicialmente, o intuito era rodar tudo em câmera Vintage Arriflex Blimp 35mm, porém, a pretexto do baixo orçamento, optou-se pelo filme 16mm. [ 56 ] Para a sequência em que Leatherface arrasta Kirk para um cômodo e bate o portão de ferro, o diretor de fotografia optou por cortar imediatamente este plano e passar para o seguinte, o qual inicia-se com Pam levantando do balanço e caminhando em direção à casa. Primeiramente, a intenção era que o plano fosse registrado com uma dolly , mas, em virtude do baixo orçamento, Pearl notou que daria para utilizar um trilho para filmadoras. Este, com cerca de 48 pés (ou 14,6 metros) de comprimento, foi instalado ao longo do caminho entre o balanço e a casa; desse modo, para que pudesse passar por debaixo do objeto, o fotógrafo deitou-se sobre um carrinho e controlou uma câmera de proporção 1.85:1 à sua frente — que seguia a garota enquanto exibia o balanço como um ponto de fuga da casa, a qual, inicialmente, parece pequena, até que, à medida que a garota se aproxima dela, domina o espaço. [ 56 ]
Pearl usou muito da câmera subjetiva. Sua escolha deveu-se ao fato de que ele tivera visto a técnica em The Fearless Vampire Killers (1967), dirigido por Roman Polanski , que aplicou inúmeros artifícios de desorientação, como em uma cena em que um mágico, que está fazendo um truque com a mão direita, usa a esquerda de modo a distrair o público da entrada de um vampiro no quadro . O fotógrafo conversou com o cineasta sobre o uso dessa técnica e projetaram muitos momentos tensos dessa maneira; a intenção era afastar o foco do lado em que Leatherface entraria e, no momento em que público se desse conta de que ele estava em cena, a personagem já estaria fazendo algo terrível. O movimento, o som e a luz também foram incorporados a fim de se criar momentos de pânico e jump scares , o que pode ser comprovado na cena Franklin é atacado em uma cadeira de rodas. [ 58 ] Pouco antes disso, ao lado de sua irmã, ele, à procura de seus amigos, estava segurando uma lanterna, a qual se movia para várias direções. Apesar de estar uma noite muito escura na floresta, o cenário foi bem iluminado com alguns pontos brilhantes para que o espectador pudesse, além de olhar do ponto de vista da personagem, focasse também neles, os quais serviram de distração para que, no momento em que Leatherface entrasse no quadro e simultaneamente uma assustadora trilha sonora tocasse, a plateia se surpreendesse. [ 56 ]
Música
A trilha sonora foi composta por Hooper em parceria com o músico Wayne Bell, sendo seu primeiro trabalho em um longa-metragem, enquanto o técnico de som Ted Nicolaou ficou responsável pela gravação e reprodução sonora . [ 59 ] Além da trilha de efeitos sonoros de fundo criados pelos dois primeiros, sete canções originais de diferentes artistas do Texas compõem a música original do filme. [ 60 ] Destas, talvez a mais lembrada seja "Fool For A Blond", escrita e cantada por Roger Bartlett, tocada no momento em que os jovens param a van na beira da estrada e dão carona ao maníaco irmão de Leatherface. Hooper afirmou que escolheu essa música para aquela sequência em particular por acreditar que, naquele momento, Sally enxerga o caroneiro como apenas um tolo inofensivo, sem imaginar que ele se automutilaria naquele veículo momentos depois. Para o diretor, a canção proporcionaria uma atmosfera de leveza, causando um contraste bastante forte entre o que seria ouvido e o que seria visto pelo espectador. [ 60 ]
Esforços foram empreendidos na tentativa de rastrear os artistas originais e iniciar o processo de produção de uma trilha sonora oficial para o filme, no entanto, circunstâncias relacionadas principalmente aos detentores dos direitos autorais da obra inviabilizaram o projeto, de modo que nunca houve um lançamento oficial da trilha sonora do filme. [ 60 ] A trilha recebeu elogios ao longo dos anos, mesmo sem ser absorvida pela cultura popular. [ 61 ] A Rolling Stone a elegeu como uma das 35 melhores trilhas sonoras de filmes de terror, definindo-a como " música country suja e fora-da-lei combinada com música concreta distorcida" e considerando-a um "ruído de fundo transformado em trilha sonora de vanguarda", além de apontá-la como forte influência para bandas experimentais como Animal Collective . [ 62 ]
Efeitos sonoros
"Opening Titles"
Parte da faixa de abertura do filme intitulada "Opening Titles", composta por Bell.
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Para produzir os efeitos sonoros, foram utilizados inúmeros instrumentos musicais a fim de criar um ambiente assustador e inquietante. [ 61 ] Ao comporem a sonoplastia , Hooper e Bell somaram a música e o som uns aos outros, para que às vezes até se "colidissem". Para as cenas de tensão, eles fizeram vários encontros e executaram diversas composições no intuito de se criar as que melhor se encaixassem nas sequências. Na verdade, eles produziram as faixas antes mesmo de ter-se registrado as cenas para elas, baseando-se apenas em partes do enredo, como nos momentos de extrema tensão, na presença das personagens no quarto de ossos ou nas sequências de perseguição. Com finalidade de se alcançar uma trilha inquietante, empregou-se diferentes instrumentos, dentre os quais: instrumentos de músicas orgânicas e eletrônicas , um violoncelo , um contrabaixo , uma guitarra Lap Steel Fender e muitos outros de percussão . Piano , instrumentos infantis e os metais também foram empregados para produzirem os sons de batida em algum objeto, por exemplo. [ 63 ]
A manipulação da intensidade dos sons naturais foi de muita importância. Na ação em que Leatherface ataca Kirk com um martelo , é dada uma ênfase, primeiramente, ao barulho que a arma branca libera; em seguida, destaca-se o estrondo da batida da porta de metal. Na ocasião em que Pam, à procura de seu namorado, entra no recinto de ossos, a insanidade aumenta à medida que se ressalta os móveis feitos de esqueleto humano , as carcaças de animais e o frango em uma gaiola. Aqui, Hooper e Bell evidenciaram os sons dos ossos e dos metais sacudindo em um mesmo ritmo, causando a sensação de que as sinapses disparam de uma só vez. "Nosso cérebro está tentando processar a informação que nos é dada, mas essa informação está no fim da depravação, coisas que nunca vimos antes", acrescentou o compositor. [ 63 ] Contudo, por ter sido apenas na sequência do jantar, na qual Sally é torturada física e mentalmente pela família psicopata, que o sentimento terror se intensificou de maneira que a personagem beira a loucura, optou-se pelo uso de cordas agudas e sons mecânicos fundindo com seus gritos e close ups em seus olhos e com os bramidos animalescos advindos da família. O efeito sonoro ouvido no prólogo com uma sequência de flashes macabros destacando pedaços de cadáveres decompostos e profanados num cemitério foi produzido por Bell. Após tê-lo concluído, o músico mostrou-lho ao diretor, que, maravilhado, imediatamente designou-o o tema principal do filme, intitulando-o "Opening Titles". [ 63 ]
O zunido da motosserra, cujo barulho sobrepõe a todos os outros sons em sua volta sempre que é ligada, toma o lugar da voz de Leatherface, sendo seu instrumento e a única maneira pela qual ele pode realmente se expressar. Entretanto, é somente no clímax, no momento em que o personagem empunha sua serra e persegue Sally, que ele transpõe "um verdadeiro musical", levando-o a criar uma sinfonia de sede de sangue, assim como também toda sua frustração e raiva por ter perdido sua presa; além de expor sua fúria contra um mundo que não pode entendê-lo e que não gostaria de fazê-lo. [ 63 ] O alívio final — tanto para Sally como para o público, porém, só acontece na fase seguinte, em que se finaliza o filme e corta para os créditos finais. Ali, ocorre uma repentina e surpreendente mudança da agitação anterior para o silêncio extremo, o qual serve para enfatizar o quão alto a cacofonia implacável da motosserra e dos gritos era; o vácuo sonoro, enquanto se passa os textos, permite uma contemplação do que se acabou de acontecer e um descanso aos ouvidos para aqueles sons terríveis ressoando sob a audiência. Apesar de outras partituras de filmes de terror terem sido habilmente compostas para provocarem sentimentos de inquietação e medo, foram os sons naturais da obra que a tornaram pioneira e clássica dentro do gênero. [ 61 ]
Pós-produção
Durante a montagem , a produção excedeu o seu orçamento inicial de sessenta mil dólares (cerca de 298 000 dólares ajustado pela inflação). [ 64 ] Algumas fontes se divergem no que concerne ao gasto total do filme, as quais supõem valores entre 93 000 (cerca de 461 000) e trezentos mil dólares (cerca de 1 500 000). [ 65 ] [ 66 ] [ 67 ] A produtora cinematográfica Pie in the Sky forneceu 23 532 dólares em troca de 19 por cento da Vortex; [ 68 ] isso fez com que Henkel, Hooper, o elenco e a equipe ficassem com 40,5 de participação. [ 33 ] Warren Skaaren, o então chefe da Comissão de Cinema do Texas, ajudou a garantir o acordo de comercialização com a distribuidora de filmes Bryanston Pictures. [ 34 ] David Foster, produtor do filme de terror The Thing (1982), organizou uma exibição privada para alguns dos executivos da Bryanston na Costa Oeste , e recebeu 1,5% dos lucros da Vortex e uma taxa diferida de quinhentos dólares (aproximadamente 2 500,00 ajustado pela inflação). [ 33 ]
Em 28 de agosto de 1974, Louis Peraino, da Bryanston, encarregou-se pela distribuição mundial do filme; Ron Bozman e Skaaren receberiam 225 000 dólares e 35 por cento da arrecadação total. Anos depois, Bozman declarou: "Fizemos um acordo com o diabo, [suspira], e acho que, de certa forma, conseguimos o que merecíamos". [ 33 ] Eles assinaram o contrato com a Bryanston e, depois que os investidores recuperaram seu dinheiro (com juros) — e depois que Skaaren, seus advogados e seus contadores foram pagos —, apenas 8,1 mil dólares foram divididos entre os vinte integrantes do elenco e os membros da equipe de produção. [ 33 ] Eventualmente, os produtores processaram a distribuidora por não ter pagado a porcentagem combinada do lucro total. Um processo judicial determinou a ela que lhes pagasse 500 000 dólares, porém a empresa já havia declarado falência. Em 1983, a New Line Cinema lhe adquiriu os direitos de distribuição e deu-lhes um valor maior do que aquele que fora estabelecido. [ 69 ]
Lançamento e repercussão
O filme que verão é baseado na tragédia que se sucedeu a um grupo de cinco jovens, em particular Sally Hardesty e seu irmão inválido, Franklin. [...]
— A abertura aponta falsamente que o filme é baseado em eventos verdadeiros, uma tática que contribuiu para seu sucesso.
The Texas Chain Saw Massacre estreou em 1 de outubro de 1974, em Austin, Texas, quase um ano após a conclusão das filmagens. Ao ser exibido nacionalmente nos Estados Unidos, três dias depois, foi anunciado como estratégia de publicidade que o filme era baseado em uma "história real", o que ajudou a atrair um grande público, formado majoritariamente por adolescentes. [ 70 ] O ator Edwin Neal costumava assistir ao filme repetidamente em um cinema em Austin, com intuito de assustar os cinéfilos desavisados, esperando o momento em que suas cenas aparecessem para apresentar-se ao público. Subsequentemente, os responsáveis pelo local pediram-lhe que desistisse da prática. [ 49 ] "Um dos filmes mais malditos já feitos. Sinto muito que alguém se sentiu compelido a fazê-lo, mas já que fizeram, Hooper realizou um excelente trabalho. A violência em si não é extrema, mas a tensão, atmosfera e emoções são extremamente poderosas", escreveu Bill Warren para a revista Cinefantastique . [ 17 ]
Sua primeira apresentação fora do território norte-americano aconteceu na Grécia , em 15 de outubro de 1974; posteriormente, em 29 de novembro, a obra retornou à America do Norte, desta vez na cidade de Toronto . O próximo lançamento do filme ocorreu no Japão , no dia 1.º de fevereiro de 1975, seguido de sua exibição no Festival de Cannes , que foi realizado em 17 de maio. Nele, o crítico Rex Reed comentou: "[ The Texas Chain Saw Massacre ] faz Psycho parecer uma canção de ninar, e The Exorcist , uma comédia." [ 71 ] A Dinamarca foi o último país a expô-lo naquele ano. Obteve o Prêmio da Crítica no Festival de Cinema Fantástico de Avoriaz em 1976. [ 72 ] A exibição seguinte da película deu-se apenas 18 de novembro no Festival de Cinema de Londres , no qual ganhou o troféu de "Melhor Filme do Ano". [ 45 ] Três dias depois, The Texas Chain Saw Massacre foi liberado para todo o território do Reino Unido , finalizando sua exibição daquele ano na Irlanda , em 31 de dezembro. [ 73 ] Em 1977, foi apresentado apenas na Espanha e na Holanda, em 30 de março e 10 de novembro, respectivamente. Nos anos seguintes, o filme foi sendo gradualmente liberado em outros territórios, como na Alemanha Ocidental , em 1978; França , em 1979 (diretamente em vídeo); Peru , em 1982; França, 1982 (lançamento oficial), Austrália , em 1984; Finlândia , em 1996; Islândia , em 2000; e, por fim, na Turquia , em 3 de abril de 2015. No Brasil , a estreia deu-se em 28 de agosto de 1987; em Portugal , aconteceu no dia 4 de março de 1999 no Festival Internacional do Cinema do Porto (na ocasião foi exibida a versão sem cortes do diretor). [ 73 ]
No circuito brasileiro, recebeu o título de O Massacre da Serra Elétrica , embora o instrumento utilizado por Leatherface para abater suas vítimas pareça ser uma motosserra movida a combustível líquido e não a ferramenta movida à eletricidade referida no título; [ 74 ] em Portugal, ficou conhecido como Massacre no Texas . [ 75 ] Assim como varia de título entre Brasil e Portugal, o filme recebeu diversos nomes ao redor do mundo; os principais títulos, com respectiva tradução livre, foram: [ 73 ] Em espanhol : El Loco de la Motosierra ( O louco da motosserra ), na Argentina e no Chile ; Una masacre sin igual ( Um massacre sem igual ) ou Una matanza sin igual ( Uma matança sem igual ), no Peru ; La matanza de Texas ( A matança no Texas ), [ 76 ] na Espanha ; Masacre en Texas ( Massacre no Texas ), na Venezuela e Masacre en cadena ( Massacre em cadeia ), no México . Na Europa : em alemão , Blutgericht in Texas ( Massacre da motosserra no Texas ) ou Das Kettensägenmassaker ( O massacre da motosserra ); [ 77 ] em dinamarquês , Motorsavsmassakren ( Massacre da motosserra ); [ 78 ] em francês , Massacre à la tronçonneuse ( Massacre da motosserra ); [ 79 ] em neerlandês , De kettingzaag ( A motosserra ) ou Slachting met de Kettingzaag ( Massacre com a motosserra ); [ 80 ] em italiano , Non aprite quella porta ( Não abra aquela porta ); [ 81 ] em grego , O shizofrenis dolofonos me to prioni ( O assassino esquizofrênico da motosserra ). [ 82 ]
Classificação indicativa
Hooper esperava que a Motion Picture Association of America (MPAA) desse ao filme uma classificação "PG" (a qual sugere a companhia de um adulto), devido à sua quantidade mínima de gore visível. [ 36 ] [ 83 ] No entanto, a associação classificou-o inicialmente como "R" (todos os menores de 17 anos devem ir acompanhados de um adulto), após o corte de vários minutos. Aparentemente, um distribuidor restaurou o material ofensivo e pelo menos um cinema exibiu a versão sem corte sob a classificação "R". [ 84 ] Em San Francisco , espectadores saíam enojados das salas de cinema [ 85 ] e, em fevereiro de 1976, dois cinemas em Ottawa , Canadá, foram aconselhados pela polícia local a retirar o filme de cartaz, para que não enfrentassem acusações de caráter moral. [ 86 ]
A obra foi proibida no Reino Unido por Stephen Murphy, secretário do sistema de classificação British Board of Film Classification (BBFC), e posteriormente por seu sucessor, James Ferman. [ 87 ] [ 88 ] Enquanto a proibição britânica estava em vigor, a própria palavra "chainsaw" foi impedida em títulos de filmes, forçando imitadores a renomear suas produções. [ 89 ] O Office of Film and Literature Classification , da Austrália , recusou-se a avaliar a versão de 83 minutos do filme em junho de 1975, [ 90 ] assim como uma versão de 77 minutos lançada em dezembro daquele ano. [ 91 ] Em 1981, uma fita de 83 minutos apresentada pela Greater Union Organization Film Distributors foi novamente recusada. [ 92 ] Contudo, após ter sido apresentado para a Filmways Australia, foi aprovado com "R" em 1984. [ 93 ] [ 94 ]
O filme foi banido ou exibido com muitos cortes em vários países, incluindo Brasil, Chile, Finlândia, França , Islândia, Irlanda , Noruega , Singapura , Suécia e Alemanha Ocidental. [ 6 ] [ 22 ] [ 95 ] Na Islândia, foi lançado apenas em novembro de 2000 e na Turquia, somente em abril de 2015. [ 73 ]
Bilheteria
The Texas Chain Saw Massacre estreou em 1 de outubro de 1974, em Austin, Texas, quase um ano após ter-se concluído as filmagens. Ao ser exibido nos Estados Unidos, foi anunciado, como estratégia de divulgação, que o filme era baseado em uma "história real", o que ajudou a atrair um grande público, formado majoritariamente por adolescentes. Sua arrecadação ultrapassou trinta milhões de dólares na América do Norte (14,4 milhões em aluguéis), tornando-se, inicialmente, o 12.º filme de maior bilheteria lançado em 1974, apesar de seu orçamento minúsculo. [ 7 ] Entre os filmes independentes, foi superado anos depois por Halloween (1978), de John Carpenter , que arrecadou 47 milhões de dólares em sua estreia. [ 96 ]