História
A história da trompa começa há milhares de anos, quando o homem aprendeu a usar chifres de animais, ou seja, cornos , como instrumento. Diversos outros instrumentos mais ou menos análogos foram concebidos: tubos longos em madeira ( trompa alpina , até hoje encontrada na Áustria e Suíça ), tubos em cerâmica , etc. Quando se passou a forjar metais, versões nestes materiais passaram a ser produzidas. O tubo ganhou extensão, ficando enrolado para ser mais compacto.
Na idade média, a trompa de caça ( corno di caccia ), também conhecida como trompa natural , era usada pelos caçadores como uma forma de comunicação e sinalização dentro florestas. O instrumento não passava de um tubo metálico enrolado, com um pavilhão numa extremidade e o bocal na outra. Mais tarde, descobriu-se por acaso que, ao por a mão obstruindo parcialmente a campana, todos os sons baixavam de meio tom, ampliando a gama de sons possíveis a trompa na época (que por não possuir rotores , chaves ou pistos , tinha os sons limitados à série harmônica de sua fundamental. [ 3 ]
Bach e Handel incluíram corni di caccia nas partituras dos seus concertos.
No século XIX o engenheiro alemão chamado Heinrich Stoetzel ( 1780 - 1844 ) teve a ideia de adicionar válvulas que modificavam o caminho percorrido pelo ar dentro do instrumento, alterando a nota emitida. Documento datado de 6 de Dezembro de 1814, Stoetzel solicita ao rei da Prússia , Frederico Guilherme III , permissão para o uso da trompa a válvula nas bandas militares dos regimentos da corte. Essa mudança demorou a ser acatada pelos compositores, que preferiam a trompa de caça , de som mais puro. A trompa moderna é capaz tocar todas as notas da escala cromática dentro de sua extensão.
Instrumentos da família da trompa têm sido encontrados por arqueólogos . Os judeus ainda hoje usam o shofar , um chifre de carneiro oco e com um orifício a servir de bocal, que eles usam nas ocasiões solenes, como para anunciar o Yom Kippur ou o Rosh Hashana (ano novo judaico), e cujo som tem um significado religioso para os hebreus . As palavras que traduzem "trompa" em outras línguas, como corno (em italiano e espanhol ), cor (em francês ), horn (em inglês e alemão ), hoorn (em holandês ), significam " chifre " nas respectivas línguas.
Características Gerais
As três chaves (acima dos rotores ) podem ser pressionadas para baixo. A chave do polegar ( próxima à válvula mais à esquerda ) move-se para dentro, em direção as outras três chaves.
A trompa é o segundo instrumento mais agudo da família dos metais . É afinada em Fá , Si♭ , Ré , Mi♭ , Fá auto, Dó , Sol , Mi, Lá , ou uma combinação deles, em geral Fá/Si ♭ ou Si♭/Mi♭. [ 4 ] Em alguns lugares, existe a tradição de que o aprendiz de trompa deve usar a trompa simples em Fá, enquanto outros preferem a trompa em Si♭. A trompa em Fá é mais usada do que a trompa em Si ♭ , especialmente em bandas escolares. Comparada com os outros metais da orquestra , tem um bocal muito diferente, mas tem a maior extensão útil, aproximadamente 4 oitavas , dependendo do trompista. Para se produzirem diferentes notas numa trompa, deve-se fazer muitas coisas — as 4 mais importantes são: apertar as válvulas, aplicar a tensão labial apropriada, soprar e colocar a mão na campana. Mais tensão labial e alta velocidade do ar produz as notas agudas. Menos tensão labial e baixa velocidade do ar produz notas graves. A mão direita, normalmente colocada dentro da campana (pavilhão) numa posição de "ponteiros de relógio às 3 horas", consegue abaixar a afinação em até um semitom na extensão do instrumento, dependendo de quão mais fundo o trompista a põe. A trompa toca numa porção mais aguda da série harmônica , em relação à maioria dos instrumentos de metal . A forma cônica do seu tubo (em oposição à forma cilíndrica do trompete e do trombone ) é a responsável principal pelo seu timbre característico, descrito frequentemente como "doce".
Hoje, a música para trompa é tipicamente escrita em Fá. As limitações de extensão do instrumento são primariamente governadas pelas combinações disponíveis das válvulas para as 4 primeiras oitavas da série harmônica e, depois destas, pela habilidade do executante em controlar a afinação através do suprimento de ar e da embocadura. As extensões escritas típicas para a trompa começam ou no Fá#1(que soa Si0) imediatamente abaixo da clave de Fá .
Tessitura
Tessitura da trompa. Dó1(Sol1)-Fá4(Dó5)
A tessitura padrão, que começa desde o Sol1(que soa Dó0) e termina no Dó5(Fá4), é baseada nas características da trompa simples em Fá. Entretanto, existe uma enorme quantidade de música escrita além dessa extensão, assumindo que os trompistas estejam usando a trompa dupla em Fá/Sib. Esse é o instrumento padrão usado nas orquestras e suas combinações de válvulas permitem a produção de toda a escala cromática . Embora a tessitura mais aguda do repertório trompístico raramente exceda ao Dó5 (que soa Fá4), trompistas habilidosos podem alcançar sons mais agudos.
É também importante salientar que em muitas peças, desde o Barroco até o Romantismo , estão escritas em afinações diferentes de Fá . Esta prática começou nos tempos antigos da trompa natural (sem válvulas), quando o compositor queria indicar a afinação que a trompa deveria ter (trompa em Ré, trompa em Mi, etc.) e a parte era escrita como se estivesse em Dó . Essas diversas afinações eram conseguidas através da mudança dos "corpos de substituição" alterando o comprimento do tubo , que possibilitavam o aumento ou diminuição do comprimento do tubo. Um trompista com um instrumento moderno deve executar a correta transposição . Por exemplo, um Dó escrito para trompa em Ré deve ser transposto uma terça menor abaixo e tocado como um Lá na trompa em Fá.
Trompa dupla
A trompa dupla tem dois sistemas de tubos, (o sistema do lado em Si♭, e outro sistema do lado em Fá) funcionando de forma com que o ar percorra as pompas do lado Si♭ com o acionamento da quarta válvula . O lado Si♭ é mais curto que o lado em Fá e é utilizado para atingir as notas agudas com mais facilidade e afinação .
Trompa tripla
A trompa tripla possui três sistemas de tubos, adicionando mais uma afinação e, portanto, proporcionando mais assistência para a faixa aguda. A terceira afinação é mais comumente em Fá agudo, soando uma oitava acima da trompa de Fá normal, mas também existem trompas afinadas em Mi♭.
Campana removível
A trompa, embora não seja grande, não é fácil de transportar em locais com espaço compartilhado ou limitado, especialmente em aviões . Para facilitar o transporte, alguns fabricantes de trompas fabricam instrumentos com campana removível; isso permite estojos menores e mais fáceis de se manusear.
Melhores Trompistas
Hermann Baumann – vencedor do Concurso Internacional de Música ARD em 1964 e ex-trompista principal de várias orquestras, incluindo a Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart
Radek Baborák – famoso trompista tcheco, ex-trompista principal da Orquestra Filarmônica de Berlim , vencedor do Concurso Internacional de Música ARD em 1994 , vencedor do Concertino Praga em 1988 e 1990 , ganhador do prêmio Grammy ( 1995 )
Aubrey Brain – célebre trompista britânico, pai de Dennis Brain e um defensor do estilo francês de instrumento
Dennis Brain – ex-trompista principal da Royal Philharmonic Orchestra e da Philharmonia Orchestra , com quem Herbert von Karajan fez gravações famosas dos concertos para trompa de Mozart
Alan Civil – ex-trompista principal da Orquestra Filarmônica , da Orquestra Filarmônica Real e da Orquestra Sinfônica da BBC
John Cerminaro – ex-trompista principal da Orquestra Sinfônica de Seattle , da Filarmônica de Nova York e da Filarmônica de Los Angeles
Dale Clevenger – ex-trompista principal da Orquestra Sinfônica de Chicago ( 1966 – 2013 )
Vincent DeRosa – ex-trompista principal de vários estúdios de Hollywood e compositores, incluindo John Williams
Stefan Dohr – atual trompa principal, Orquestra Filarmônica de Berlim
Richard Dunbar – um trompista, atuando na cena do free jazz
Philip Farkas – ex-trompista principal da Orquestra Sinfônica de Chicago , criador da trompa Holton-Farkas e autor de vários livros sobre como tocar trompa e metais
Douglas Hill – ex-trompista principal da Orquestra Sinfônica de Madison , notável professor e compositor
Julie Landsman – ex-trompa principal da Metropolitan Opera e conhecida pedagoga de trompa
Stefan de Leval Jezierski – trompa com mais tempo de serviço, Orquestra Filarmônica de Berlim
Philip Myers – ex-trompista principal da Filarmônica de Nova York
Jeff Nelsen – trompista canadense de metais 2000 – 2004 , 2007 – 2010 ; corpo docente de trompa da Escola de Música Jacobs da Universidade de Indiana desde 2006
Giovanni Punto – virtuoso da trompa, que deu nome ao prêmio anual de execução de trompa da Sociedade Internacional de Trompa, além de violinista, spalla e compositor.
David Pyatt – vencedor do concurso BBC Young Musician of the Year em 1988 e atual trompista principal da Orquestra Filarmônica de Londres
Gunther Schuller – ex-trompista principal da Orquestra Sinfônica de Cincinnati e da Orquestra da Ópera Metropolitana , e tocou com Miles Davis
Lucien Thévet - trompista principal da Orquestra do Conservatório de Paris , da Orquestra da Ópera Nacional de Paris , professor notável e autor de vários livros sobre trompa
Barry Tuckwell – ex-trompista principal da Orquestra Sinfônica de Londres e autor de vários livros sobre como tocar trompa
Radovan Vlatković – vencedor do Concurso Internacional de Música ARD em 1983 , ex-trompista principal e solista da Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim e professor na Universidade Mozarteum de Salzburgo .
Sarah Willis – primeira mulher trompista na Orquestra Filarmônica de Berlim , nascida nos EUA , embaixadora britânica da trompa e da música clássica por meio de programas de televisão como Sarah's Music na Deutsche Welle .
Melhores Modelos e Marcas
A maioria dos trompistas concordam que a melhor marca de trompas é a Gebr. Alexander . É uma marca bastante antiga e boa, fundada em Mainz em 1782 . Alguns dos melhores modelos de trompa:
Yamaha 667
Hoyer 6801
Hoyer G10
Conn 10/11DE
Schmid
Paxman 20 ou 23
Alexander 103